quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Ativista LGBT diz que Whitney Houston era lésbica



'Talvez sua incapacidade de se aceitar e de se assumir tenha contribuído para o vício em drogas e seu declínio', disse Peter Tatchell.
Em meio às investigações sobre a causa da morte de Whitney Houston, o ativista de diretos LGBT Peter Tatchell deu uma declaração bombástica ao jornal "Daily Mail", em que afirma que a cantora era lésbica.Ele, que se considerava amigo de Whitney, disse ainda que o casamento dela com o cantor Bobby Brown foi apenas de fachada e que o fato de não assumir sua orientação sexual pode tê-la levado ao vício em drogas."É importante falar sobre esse aspecto de sua vida. (...) Talvez sua incapacidade de se aceitar e de se assumir tenha contribuído para o vício em drogas e seu declínio. (...) Ela se sentia pressionada quando era casada com Bobby. Foi um disastre. Sua vida começou a descer ladeira abaixo logo depois", disse Peter Tatchell.O ativista também garantiu que o momento mais feliz da vida da cantora aconteceu quando ela se relacionou com sua ex-assistente, Robyn Crawford, nos anos 80: "Elas eram muito apaixonadas e realmente felizes juntas."

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Pré-candidatos LGBT às eleições estão expostos ao ‘oportunismo eleitoral’, diz Wyllys



Mesmo com número expressivo, e em crescimento, de 95 pré-candidatos às eleições municipais, a comunidade LGBT pode encontrar forte resistência ao tentar emplacar a bandeira da causa nas discussões de alguns partidos. O que representaria um avanço na universalização do debate a respeito da diversidade sexual, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) alerta para o “oportunismo eleitoreiro”, com o intuito apenas de angariar votos.
Os 95 pré-candidatos, contabilizados até a última semana pela Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), estão filiados em 18 diferentes partidos, inclusive em legendas historicamente conservadoras em se tratando de assuntos que dizem respeito à diversidade sexual. Jean Wyllys considera que, principalmente em pequenas e médias cidades, onde há naturalmente maior resistência , os postulantes a cargos públicos da comunidade LGBT podem servir como “puxadores” de voto, pois sem conhecimento da bandeira que o partido carrega, e sem saber se é um partido que nacionalmente luta contra os direitos LGBT, os interessados acabam se deixando levar.
“Alguns partidos recebem os candidatos apenas para somar votos à legenda, acabam não lhe dando apoio. Aí o número de votos que eles
conseguem nao dá pra se eleger, mas pode favorecer o partido que é conservador e luta publicamente contra os direitos LGBT. Então temos um oportunismo eleitoral para incorporar essas figuras, geralmente aquelas mais folclóricas, ou as mais conhecidas, como as travestis, que já têm um apelo visual”, pontuou o deputado.
O presidente da ABGL, Toni Reis, no entanto, ressaltou que até agora nenhum dos partidos recusou-se a receber pré-candidatos da comunidade LGBT e, também, sem quaisquer indícios de rejeição às discussões. “Dos 29 partidos, temos pessoas LGBT em 18 deles, o que engloba todas as ideologias. Acho que isso é muito importante na nossa luta”, considerou o ativista.
Jean Wyllys concorda que não são apenas partidos de esquerda, que historicamente abrem maior espaço às discussões de diversidade sexual, que estão contabilizando candidatos da comunidade LGBT. Atualmente, partidos de ideologias liberais e conservadoras também mostram interesse em incluir essa pauta à legenda. “Isso é um fator positivo”, ressalta. “A gente vê isso em nível nacional. Veja bem, em nível nacional. O PSDB, por exemplo, tem a diversidade tucana, que é um grupo de militantes do próprio partido. Então, esse partido que inclina para o conservadorismo em certos momentos também tem essa bandeira e toca, de certa forma, uma política”, afirmou o psolista.
O deputado, porém, reiterou que o fato de muitos dos pré-candidatos estarem em cidades do interior do Brasil, os diretórios municipais dos partidos, ao contrário do que possivelmente possa fazer a direção nacional, não levantarão a bandeira da causa, incorporando o candidato apenas para somar votos. “A gente tem de tratar a coisa com mais complexidade, inclusive para ajudar esses candidatos nessas situações”, concluiu.

Tráfico de adolescentes para prostituição homossexual começa nas redes da internet



SÃO PAULO: Magro, cabelos compridos, short curto. M., 16 anos, abre o sorriso leve e ingênuo dos adolescentes quando perguntado se pode dar entrevista. O relógio marca 1h de sexta-feira. “M” é um garoto e está na calçada, numa das travessas da Avenida Indianópolis, conhecido ponto de prostituição de travestis e transexuais, escancarado em meio a casas de alto padrão do Planalto Paulista, na Zona Sul de São Paulo. A poucos passos, mais perto da esquina, está “K”, também de 16 anos.
“M” e “K” são a ponta do novelo que transformou São Paulo num centro de tráfico de adolescentes nos últimos cinco anos. Meninos a partir de 14 anos são aliciados no Ceará, no Rio Grande do Norte e no Piauí e, aos poucos, são transformados em mulheres para se prostituírem nas ruas de São Paulo e em países da Europa. Misturados a travestis maiores de idade, eles são distribuídos em três pontos tradicionais de prostituição transexual em São Paulo: além da Indianópolis, são encaminhados para a região da Avenida Cruzeiro do Sul, na Zona Norte, e Avenida Industrial, em Santo André, no ABC paulista.
O primeiro contato é feito por meio de redes de relacionamento na internet. Uma simples busca por “casas de cafetina” leva os garotos a perfis de aliciadores homossexuais. Após o primeiro contato, pedem que o adolescente encaminhe uma foto por e-mail, para que seja avaliado. Se for considerado interessante e “feminino”, eles têm a passagem paga pelos aliciadores. Ao chegar a São Paulo, passam a morar em repúblicas de transexuais e a serem transformados. Recebem inicialmente megahair e hormônios femininos. Quando começam a faturar mais com os programas nas ruas, vem a oferta de prótese de silicone nos seios. Os escolhidos para ir à Europa chegam a ser “transformados” em tempo recorde, apenas cinco meses, para não perder a temporada na zona do euro.
É fácil identificar os adolescentes recém-chegados. Além do corpo típico da idade, eles têm seios pequenos, produzidos por injeção de hormônios, e megahair. Testados inicialmente na periferia, os meninos são distribuídos nos pontos de prostituição de acordo com a aparência. Os considerados mais bonitos recebem investimento mais alto e vão trabalhar na área nobre da cidade. Na Avenida Indianópolis, recebem R$ 70 por um programa no drive in e R$ 100 se o programa for em motel. Nos outros dois endereços, o valor é bem mais baixo: entre R$ 30 e R$ 50 no drive in e R$ 70 a R$ 80 em motel.
Menores evitam ruas principais
Não faltam interessados. A partir de 17h, homens homossexuais na faixa de 30 a 50 anos aproveitam o fim do expediente para, antes de seguir para casa, fazer programas rápidos com os transexuais na Indianópolis. Um furgão preto, com insulfilme, faz o transporte de vários transexuais. Mas, nesse horário de maior movimento, dificilmente os menores ficam à vista nas calçadas.
Por existirem há décadas, os pontos de prostituição de travestis são vistos com naturalidade pelos moradores de São Paulo, principalmente agora com leis anti-“homofobia” que punem a crítica ao homossexualismo. Se antes se podia criticar, agora nem isso. Afinal, o homossexualismo em São Paulo está sob a proteção do PSDB e parece que a prostituição homossexual está incluída nessa proteção.
Em geral, os transexuais adolescentes ficam nas travessas, atrás dos grupos de maiores de idade, que ficam quase nus e são extremamente imorais. Os dois grupos convivem bem com a vizinhança, exceto pelo constrangimento proporcionado pelos mais velhos (acima de 25 anos) sem roupa ou exibindo abertamente partes íntimas ou siliconadas.
Os adolescentes são mais discretos, menos siliconados e “montados”. Os implantes de silicone nos seios são menores, num apelo direcionado aos pedófilos. Eles usam saias e shorts curtinhos, como “M” e “K”, e podem muitas vezes ser confundidos com meninas.
Como na Indianópolis prostitutas e travestis dividem espaço, clientes são surpreendidos pela nova leva de jovens vindos de outros estados, de aparência cada vez menos óbvia.
“Y”, 19 anos, é um dos transexuais que fazem aumentar a confusão. Aos 15, foi levado a São Paulo pela rede homossexual de prostituição e pedofilia.
— A cafetina viu que eu era feminina e que ganharia muito dinheiro. Minha mãe assinou autorização para eu viajar, e vim de avião. Ficou preocupada, como toda mãe, mas deixou — conta.
Inicialmente, foi levado a trabalhar na Avenida Industrial, em Santo André, no ABC paulista. Pagava R$ 20 pela diária na república, sem almoço.
— Quem não tivesse os R$ 20 tinha de voltar para a rua, não entrava enquanto não conseguisse — diz ele.
Mesmo sem ter sido transformado, já chamava atenção. Logo começou a faturar R$ 250 por dia. Aos 16 anos, recebeu “financiamento” para colocar prótese de silicone no seio. O implante foi feito por cirurgião plástico. Custou R$ 4 mil, mas “Y” teve de pagar R$ 8 mil à cafetina, pois não tinha dinheiro para quitar à vista.
“Y” diz que aceitou porque queria ficar feminina logo. Neste mercado, os seios são vistos como principal atributo. Quanto mais aparência de mulher, mais os clientes pagam. Agora, o jovem mora sozinho num flat e paga seu aluguel. Diz que divide o espaço da avenida tranquilamente e já não deve nada a ninguém. Faz entre seis e 10 programas de prostituição por noite, afirma, enquanto lança olhares às dezenas de carros que passam rente à calçada, aguarda possivelmente um cliente homossexual.

Deputado evangélico comemora censura a vídeo com gays do Ministério da Saúde

O deputado federal e pastor evangélico Marco Feliciano (PSC-SP) usou o Twitter para comemorar a censura que o Ministério da Saúde aplicou em seu próprio material de campanha contra o HIV.
O parlamentar, que é membro da Frente Evangélica, também autor do projeto que pede um plebiscito para derrubar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a união estável gay.

Casal gay é agredido por taxista pirata no Aeroporto Tom Jobim, diz polícia



O delegado Ricardo Codeceira, da Delegacia do Aeroporto Internacional do Rio (Dairj), na Ilha do Governador, investiga, nesta segunda-feira (13), a agressão sofrida por um casal de homossexuais, que teria se recusado a viajar num táxi pirata. De acordo com a assessoria da polícia, o casal foi abordado na saída do Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim (Galeão).
Segundo a nota da Polícia Civil, diante da recusa dos passageiros, o motorista começou a ofendê-los, falando de sua opção sexual. Houve troca de socos entre o taxista e um dos rapazes. O outro rapaz tentou separar a briga e os três acabaram caindo no chão. Um segundo taxista pirata apareceu e chutou o rosto do rapaz que estava tentando separar os outros dois, ainda segundo informou a polícia.
O delegado informou que o primeiro taxista fugiu após a briga, mas foi encontrado pelos policiais no início da noite desta segunda-feira. O outro agressor foi detido instantes após a confusão.
Ricardo Codeceira explicou que os dois homens foram autuados em flagrante pelos crimes de lesão corporal e tentativa de homicídio.
O rapaz que levou o chute foi levado para o Hospital Santa Maria Madalena, na Ilha do Governador.
Agressão a taxista que não era de cooperativaEm julho de 2010, cinco taxistas
foram flagrados pelas câmeras de segurança do aeroporto agredindo um motorista que não era da cooperativa. Eles respondem por tentativa de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e porque não deram chance de defesa à vítima.As imagens mostram os agressores dando chutes e socos na cabeça da vítima, que fica desacordada, caída na rampa do setor de desembarque. O motivo da agressão seria porque a vítima, também taxista, teria deixado um passageiro e aceitado o embarque de outro, provocando a ira dos taxistas de cooperativas que fazem ponto no aeroporto.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Homossexual é morto a facadas em João Pessoa; Paraíba ocupa segundo lugar em ranking de crimes homofóbicos

O homossexual identificado como Cícero Santos Dias, 38, foi assassinado com 25 facadas no início da manhã deste domingo (12), em João Pessoa (PB). O companheiro dele também saiu ferido e foi socorrido ao Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena. Até que a autoria do crime seja desvendada, o companheiro da vítima ficará sob custódia. A polícia quer saber se ele tem ou não envolvimento no homicídio e se o crime foi praticado por homofobia (aversão a homossexuais).
Conforme informações da Polícia Militar, Cícero estava em casa quando foi morto. Ele morava em uma comunidade localizada em um bairro da periferia de João Pessoa. Na casa de Cícero, foram encontrados cachimbos usados para o consumo de crack. Vizinhos da vítima disseram que ouviram tiros e gritos, mas não souberam dar mais detalhes à polícia.
Segundo lugar em crimes homofóbicos
Um relatório divulgado no ano passado, pelo Grupo Gay da Bahia (GGB), colocou a Paraíba em segundo lugar no ranking de crimes praticados contra homossexuais no Brasil - o primeiro ficou com Pernambuco. O estudo mostrou ainda que a homofobia é mais frequente na Região Nordeste.
No ano passado, na Paraíba, foram registrados 21 assassinatos contra homossexuais. Os dados são do Movimento do Espírito Lilás (MEL), entidade que luta pelos direitos dos gays, lésbicas e travestis. Praticamente todos os crimes – ocorridos em oito cidades do Estado - continuam impunes.
Entre os assassinatos está o de um travesti de 24 anos, morto com mais de 30 facadas, em abril, no município de Campina Grande. Câmeras de segurança da Superintendência de Trânsito da cidade registraram a ação dos criminosos, identificados dias depois. O motivo do homicídio teria sido um impasse sobre o valor do programa cobrado pelo travesti.
Já em agosto, o estudante Marx Nunes, 25 anos, foi morto ao tentar defender um homossexual, durante a realização de uma festa, na cidade de Cabedelo, região metropolitana de João Pessoa. Na tentativa de apaziguar uma agressão contra os gays, o estudante foi atingido com um tiro no pescoço e morreu.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Depoimento emocionado de mãe de gay pede fim da homofobia



Marlene Xavier, de Montes Claros, em Minas Gerais, é uma das várias integrantes da campanha “Mães Pela Igualdade” e deu um depoimento sobre a morte do filho dela, ocorrida há dez anos.
O crime teve motivação homofóbica e Marlene conta que teve até a confirmação por parte dos assassinos.
O assassino confessou sua homofobia à polícia em seu depoimento: "Não suporto homossexuais". Ele continua em liberdade até hoje. Além dos vídeos, a campanha “Mães Pela Igualdade” conta também com um abaixo-assinado pelo fim da violência contra pessoas LGBT no Brasil.